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Entrevista com Dary Bonomi Avanzi no programa Direito & Cidadania.

Tema: a história das Telecomunicações no Brasil
A história das telecomunicações no Brasil é tema de mais um programa Direito & Cidadania. O apresentador Luis Fernando Quinteiro recebe o empresário que mais trabalhou na área: Sr. Dary Bonomi Avanzi. Um homem com grande bagagem profissional e muitas histórias pra contar! Não é à toa que ele estará no Guiness Book. Confira!

Dary Bonomi Avanzi é telegrafista, radiotelegrafista, morsista, teletypista, telexista, e radioamador classe “A” PY2MS.

Palestra retrata a história do primeiro meio de comunicação de Teodoro Sampaio tão esquecido com o tempo.

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Foi realizada na última quinta feira dia 10, uma palestra no Clube Galeria sobre o Primeiro Meio de comunicação de Teodoro Sampaio Telégrafo por Fio – Ano de 1960 ministrada pelo Senhor pelo senhor Dary Bonomi Avanzique após mais de cinco décadas retornou a cidade para vivenciar sua experiência com a população de nosso município.

Dary Avanzi é telegrafista, radiotelegrafista, morsista, telexista, empresário e dentre outras funções trabalha com assessoria em mais de 200 usinas do setor sucroalcooleiro e trabalhou na antiga ferrovia Sorocabana Ramalde Dourados de 1956 a 1976 e veio para Teodoro em 1960 pela estrada de ferro a fim de ser um contribuidor e fiscalizador dos sistemas de telecomunicações na região, onde Presidente Prudente era a coletora de todas as informações regionais e as transmitia por rádio. A palestra ocorreu através de uma parceria entre a Etec Nair Luccas Ribeiro e a Secretaria da Cultura de Teodoro Sampaio através da diretora de Cultura Débora Luz. Para o senhor Dary Avanzi voltar a Teodoro Sampaio e realizar essa palestra foi um privilégio. “Voltar a Teodoro Sampaio depois de 52 anos e contribuir com a cultura e história dessa cidade é algo incrível para mim, afirmou Avanzi. O público presente se emocionou muito com o senhor Dary revivendo fatos históricos e o mesmo agradeceu muito a parceria entre a Etec, a Secretaria da Cultura e colaboradores como o professor João Maria de Souza pela oportunidade em reviver sua história de trabalho e de vida.

Veja a reportagem completa narrada no vídeo https://www.youtube.com/watch?v=o-2n7sW3gjs

 

Uma aula de Comunicação

Empresário Dary Avanzi descreve em palestra a trajetória da comunicação, do telégrafo a internet
O diretor geral do Grupo Avanzi, Dary Bonomi Avanzi, realizou no ano de 2012, uma palestra no Clube Galeria em Teodoro Sampaio a convite da Etec Nair Luccas Ribeiro e da Secretaria de Cultura da cidade. Profissional experiente e inovador, Dary está à frente de uma empresa de serviços de consultoria na área de radiocomunicação e de prestação de serviços junto a Anatel Agência Nacional de Telecomunicações. Um exemplo de longevidade no setor de telecomunicações, Dary passou de um meio de comunicação para outro, partindo do telégrafo um instrumento indispensável em meados do século passado – até a atualidade, completamente adaptado às transformações produzidas pela internet num mundo de comunicação globalizada. Em sua carteira de clientes na empresa, o empresário soma mais de 400 empresas apenas no setor sucroalcooleiro e outras empresas, de vários setores, espalhadas pelo país.uma-aula-de-omunicação
Iniciou a carreira como telegrafista, ainda menor de idade, na Estrada de Ferro Sorocabana, na qual permaneceu de 1956 a 1976. Em seguida, atuou na área governamental, integrando a estrutura de comunicação do Palácio Bandeirantes, do governo do estado de São Paulo.
Dary ministra cursos treinamentos em comunicação, prospecção de sinal e transmissão de dados em rádio. Realiza estudos de viabilidade técnica de radiocomunicação e de computador de bordo. Ao deixar a comunicação do governo estadual, em 1998, ele decidiu se dedicar integralmente à sua empresa. Eis os principais trechos da palestra de Dary Avanzi, organizada pela diretora de Cultura do município, Débora Luz, e o professor João Maria de Souza.

TRAJETÓRIA ATÉ TEODORO SAMPAIO

“Eu estudei em Botucatu de 1956 a 1958. Formei-me telegrafista. Logo arrumei emprego e fui nomeado para trabalhar na cidade Presidente e Prudente em 1958. A cidade funcionava como sede. Ali, os telegrafistas eram concentrados e “exportados” para outros lugares, conforme a necessidade. Ausências, férias, licenças médicas. Cheguei a Teodoro Sampaio em 1960. Vim substituir a pessoa encarregada da estação quando a ferrovia estava em construção. Era 1960 e havia eleição para Presidente da República. Como eu era menor idade e não votava, vim de jipe para assumir o posto por três dias, liberando o chefe de estação, Bueno Arruda, para comparecer às urnas em Presidente Prudente. Esse detalhe desfaz um engano histórico: a ferrovia não foi inaugurada em 1960, como querem alguns, mas sim em 1961, ano seguinte à minha chegada a bordo de um jipe, por rodovia, pelos cortes por onde se abriam os sulcos pelas quais passariam os trilhos”.

TELEGRAFISTA MAIS NOVO

“Fui o telegrafista mais novo da ferrovia. Os ferroviários mais velhos brincavam quando chegava um funcionário novo. Me disseram na apresentação a outros colegas: ‘Esse é o Dary, chegou agora e vai se aposentar em 1988’. A gente olhava no tempo e pensava: ‘Será que eu chego lá’. Era uma brincadeira e parecia muito distante. Quando falamos em 50 anos, parece algo muito distante. Ao alcançar o marco, parece que tudo aconteceu antes. Faz 52 anos que eu estive aqui, no começo da ferrovia. Lembro alguns nomes até hoje. O chefe da estação se chamava”.

A INAUGURAÇÃO DA ESTAÇÃO DE TEODORO

“Lembro que a caminhada era longa da estação até o centro. Não sei a população na época. Inauguração da Estação Ferroviária - ano 1961Não era município. Em 1961, a chegada do primeiro trem teve festividades e foi preciso requisitar os serviços da banda de Presidente Venceslau. Eu fui testemunha ocular da história: participei da inauguração de uma estaçãozinha na região, chamada Washington Luís, e, em seguida, peguei um trem que me trouxe para o evento em Teodoro Sampaio. Saí numa foto, na janela de uma casinha perto do local das comemorações. Guardo o retrato até hoje, muito apagado. Permaneci em Teodoro uns 40 minutos e depois segui de trem para Presidente Prudente”.

O PRIMEIRO TELÉGRAFO DA CIDADE

“Com o telégrafo, Teodoro Sampaio – sem telefone e sem rádio – não era mais incomunicável. O primeiro aparelho de Teodoro Sampaio é igual ao modelo pioneiro, criado em 1840. Só foi extinto nas ferrovias entre 1978 e 1980. Ou seja, ele foi utilizado durante 140 anos. Surgiu coisa nova depois, criaram outro? O que veio depois, por fruto do acaso, foi o telefone. O inventor Graham Bell e um assistente faziam teste de melhoria do próprio telégrafo quando se ouviu uma voz, do outro lado. As pesquisas seguintes culminaram no novo meio de comunicação em 1876. Com as ondas eletromagnéticas, descoberta por Marconi em 1892, veio a telegrafia sem fio, ligando grandes distâncias e servindo sobretudo o contato com navios. Demorava-se anos e anos para passar de uma tecnologia para outra, ao contrário de hoje, em que as transformações são rápidas. Veja-se o exemplo do celular: em meses, um lançamento supera outro nas lojas”.

O TELEGRAMA

“Lembro-me bem que vim para Teodoro Sampaio como guardião e protetor do patrimônio da ferrovia. Fiquei de plantão para qualquer emergência, para receber ou enviar um telegrama. Eis um meio de comunicação que desapareceu. O que era um telegrama? Uma forma de mandar uma mensagem, por escrito, via ferrovia, para outra pessoa. Era o único meio de comunicação, não havia outro. O interessado comparecia ao setor de telegrafia da estação de trem e ditava a mensagem ao telegrafista. A correspondência podia ser de qualquer gênero – fosse um aviso de morte, de casamento ou de visita à mãe distante. A mensagem, digitada no telégrafo, seguia de forma indireta. Por exemplo: remetida de Teodoro Sampaio, ia para Presidente Prudente e, de lá, para São Paulo. Na capital paulista, a correspondência era encaminhada aos Correios, via teletipo, e por fim remetida ao Rio de Janeiro, o destino final. A pessoa recebia o telegrama em casa. Como era ele? Um papel, em geral grampeado, com a mensagem escrita por dentro. O comércio, os bancos, a polícia – todos se comunicavam via telegrama. O Bradesco, toda tarde, levava as ordens de pagamento. Desde o comerciante, solicitando à fábrica Cica o envio de nova remessa de goiabada, até recados de amor, a respeito dos quais mantínhamos total sigilo. Havia atrasos, principalmente se o telegrama vinha de longe. No caso de falecimento, com um texto dizendo “venha depressa, mamãe morreu”, estes tinham prioridade.

O TELETIPO

“Veio, então, o teletipo. Consistia numa fita que saía escrita e era colada no papel. A transmissão ocorria por fio, num raio de 300 quilômetros, no máximo. Qualquer alteração climática alterava e truncava o texto. Enquanto perdurava os defeitos, os telegramas nesses trechos seguiam pelo telégrafo que era o meio de redundância. Criou-se, em seguida, o teletipo por ondas eletromagnéticas, via rádio. Melhorou muito. Nos anos 1950, chegou o telex, que teve vida curta. Até 1965, o cidadão ia pela manhã até uma central telefônica para fazer uma ligação e ouvia da atendente que tinha que voltar à tarde, quando chegaria sua vez. Mesmo que a pessoa tivesse uma linha e o aparelho em casa, era preciso pedir uma ligação, que demorava de acordo com a distância. Vinte anos depois, apareceu o DDD – Discagem Direta à Distância, novidade no Brasil lançada no estado do Paraná. O DDI – Discagem Direta Internacional – foi inaugurado no país na cidade paranaense de Maringá”.

DO RÁDIO A INTERNET

“Em 1892, o físico italiano Guglielmo Marconi, avançando nas pesquisas feitas por Hertz – o inventor das ondas eletromagnéticas – descobriu que era possível transmitir sinais à distância com antenas sem fios. Fez vários experimentos, com aparelhos rudimentares, e viu que, quanto mais subia a antena, maior distância alcançava. Logo, Marconi obteve a primeira patente para o invento, que recebeu o nome de radiotelegrafia. Ou seja, telégrafo sem fio. Aperfeiçoou seu invento e, no princípio do século XX, criou um emissor que produziu uma onda regular contínua e foi possível transmitir os sinais em código Morse.
Em 1906, o americano Lee De Forest criou a válvula elétrica, melhorando o som transmitido. Permitiu a utilização das ondas eletromagnéticas propapando informações sonoras. A partir daí, começaram as transmissões radiofônicas. A radiofonia surgiu da radiotelegrafia de Marconi. No Brasil, a comunicação pública por rádio, pelo sistema de ondas AM – Amplitude Modulada – surgiu em 1923. A primeira emissora brasileira foi a Rádio Sociedade, do Rio de Janeiro. O advento do AM foi fundamental para a implantação da radiocomunicação no país, sobretudo na zona rural. Era o chamado rádio falado, usado para estabelecer uma conversa, um diálogo entre dois pontos distantes. Os fazendeiros falavam entre si através do novo meio, trocando informações e fazendo negócios.
Em 1967, o SSB – um novo sistema de comunicação via rádio, de viva voz – revolucionou este tipo de comunicação privada. Deste modo, as empresas, as fazendas foram adotando o rádio e abandonando a telegrafia. O motivo era simples: a telegrafia exigia um profissional com domínio de uma linguagem e uma técnica, enquanto o rádio dispensava qualquer preparo ou estudo. Bastava ligar o aparelho e falar. O passo seguinte foi a instalação do telefone nas cidades e nas zonas rurais próximas. Na década de 1990, enfim chegou o celular. Em 1998, houve a explosão e a popularização dos computadores, em suas várias formas e recursos, dando vida a essa extraordinária rede chamada”.

O CÓDIGO MORSE

“Todo recurso de comunicação tem o Código Morse na origem. Até no celular temos transmissões em Morse. Meu aparelho, por exemplo, no instante em que chama, fornece o telefone de quem ligou na forma do código. Ele foi extinto, pois hoje em dia não comportaria as várias baldeações para chegar até ao destino, a radiotelegrafia é rápida quando de ponto a ponto, A internet superou tudo isso, com o envio de mensagem online, da minha mesa para outra mesa, localizada em qual quer par t e do mundo. Por enquanto. Daqui a alguns anos, vão lembrar que as pessoas ficavam diante de uma tela e enviavam mensagens, digitavam, tinham que startar, abrir o e-mail para ler a correspondência. O que vai acontecer lá na frente? Uma pessoa vai pensar e a outra vai receber a mensagem. Em 1990, ninguém acreditava que o celular era possível. As futuras gerações vão rir de nós”.

AGONIA DO TREM

“A tecnologia evolui muito, mas a ferrovia retrocedeu. Me sinto decepcionado quando me aproximo de uma ferrovia. Aliás, extinguiram a ferrovia. O ramal de Dourados era algo fantástico, uma iniciativa do governador de então, Estações do Ramal de DouradosAdhemar Pereira de Barros. O ramal estagnou e, com a decadência desse meio de transporte, os trilhos foram arrancados, frustrando os entusiastas do trem. Acabaram com a esperança. Em tom de piada, dizem que tudo começou no governo JK – de Juscelino Kubitscheck. Ao assumir a presidência da República, em 1960, ele teria recebido dois empresários, um alemão e um americano. A dupla lhe fez a proposta de instalar a indústria automobilística no Brasil. JK topou, mas eles disseram: “Só que tem uma coisa.”. E JK, esperto, entendeu: “Eu sei do que se trata…” Era a ferrovia atravancando o caminho do carro. E, a partir de então, a política oficial do governo brasileiro privilegiou o automóvel em detrimento do trem como meio de transporte”.

BUG DO MILÊNIO

“A rigor, toda a comunicação eletrônica atual está presa aos satélites e está sujeita a riscos. Pode ser extinta em um minuto. Se um louco ou mal intencionado, de posse de equipamentos sofisticados, bombardear o sistema de satélites que gravita em torno da terra, ficaremos sem comunicação. Some tudo: radiocomunicação, telefonia, internet, rádio e TV, entre outros meios. Apenas a telegrafia pode sobreviver em uma situação parecida com essa. Não foi à toa que, por ocasião do bug do milênio, na passagem do século, de 1999 para 2000, minha empresa foi contratada por um grupo multinacional, instalado no Brasil, para montar um sistema de rádio em todas as suas fábricas no Brasil, por precaução. Montamos um sistema muito grande, que funcionou de 31 de dezembro de 1999 a 1 de janeiro de 2000. Felizmente, nada aconteceu e o sistema foi desativado em seguida”.

Marcos Barrero Jornalista presente no evento.

Entrevista com Dary Bonomi Avanzi ao programa Estúdio Aberto da TV Cidade

Dary Bonomi Avanzi conta sobre sua trajetória profissional de mais de meio século. Dary Bonomi Avanzi é telegrafista, radiotelegrafista, morsista, teletypista e telexista.
Dary Bonomi Avanzi é conhecedor de mais de seis telégrafos com e sem fios, via rádio; teletype com e sem fio, via rádio; telex com e sem fio, via microondas; fax; internet.
Credenciado pelo Ministério das Comunicações/Anatel como radioamador classe “A”, indicativo PY2MS e com contatos via rádio em mais de 200 países.
Credenciado pelo Ministério das Comunicações para operar equipamentos de rádio a nível internacional, em terra, ar e mar.

Dary Bonomi Avanzi faz palestra para escoteiros

Dary Bonomi Avanzi faz palestra para escoteiros

Dary Bonomi Avanzi, presidente do Instituto Avanzi de Telecomunicações e do Grupo Avanzi de Radiocomunicação, realizou uma palestra sobre a história das telecomunicações “Do telégrafo a Internet” no dia 08/11/2014 para os escoteiros do Colégio Adventista.

Dary Avanzi no 10° Encontro do GATUA – 2014

A palestra de Dary Avanzi abordou a evolução das telecomunicações desde o telégrafo de 1844 até a Rover/Marte e Rosetta/K67 de 2014 no 10° Encontro do GATUA.

Confira a palestra no vídeo abaixo:

Dary Bonomi Avanzi – A evolução das telecomunicações desde o telégrafo de 1844 até a Rover/Marte e Rosetta/K67 de 2014 -10° Encontro do GATUA

URL do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=QTH0tuw3K_g&feature=youtu.be

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Dary Bonomi Avanzi em evento na UNIMAR

‎Dary Bonomi Avanzi, presidente do Instituto Avanzi de Telecomunicações e do Grupo Avanzi de Radiocomunicação, esteve dia 05/11/2014 na Universidade de Marília (UNIMAR) ministrando sua palestra sobre “Evolução das Telecomunicações: do telégrafo à internet” aos professores e alunos do 1º ao 5º ano de Engenharia Elétrica da UNIMAR.

Em seu perfil pessoal do Facebook, Dary Avanzi deixou uma mensagem aos alunos e professores da UNIMAR: “Agradecimento a todos os professores e alunos do 1º ao 5º ano de Engenharia Elétrica da UNIMAR pelo evento do dia 5/11/2014. Foi uma honra para mim fazer a palestra sobre a ‘Evolução das Telecomunicações: do telégrafo à internet’. Espero que seja produtivo ao CV de cada um dos participantes. Abraços.”

Veja as fotos do evento:

CERTIFICADO-UNIVERSIDADE-DE-MARÍLIA-UNIMAR

Dary Bonomi Avanzi no Evento da Motorola

O Presidente do Instituto Avanzi, Dary Bonomi Avanzi marcou presença no Evento das revendas na região Lins, nos dias 29 e 30 de agosto passado.

O evento, coroado de sucesso, foi direcionado aos clientes corporativos privados de Bioenergia, que não obstante as dificuldades do setor, estão planejando a migração para a tecnologia digital.
Patrocinaram e abrilhantaram o evento os distribuidores da Motorola Solutions, Agora Telecom, Exprescom do Brasil e Rontan Telecom; o time de canais Motorola Capitaneado por André Keffer, e seu Staff, e as revendas: Constel Telecom, Eletrônica Robtec, Radiotelecom, Rent Telecom, Tecsuport e Telenergy, que num clima descontraído acolheram as empresas mais relevantes e promissoras da região.

No evento foram apresentadas inovações da Motorola Solutions e desenvolvedores de soluções e integrações, merecendo destaque: ARS Eleltrônica, Monivox, SmartPTT, Steelbras e Turbonet.
 
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Dary Bonomi Avanzi em evento da Motorola

Mitos e verdades sobre o RTK em 900 mhz

A agricultura de precisão chegou para revolucionar o ambiente do agronegócio, com tecnologias que permitem o aprimoramento das rotinas de plantio, colheita, controle e gestão da produção. Tais otimizações podem ser resumidas em uma única palavra: lucratividade. Dentre elas, merece destaque especial o piloto automático ou simplesmente RTK (Real Time Kinematic), como geralmente é chamado.

Mitos e verdades sobre o RTKO funcionamento do sistema todos do agronegócio também conhecem, a area de plantio é georeferenciada, e as plantadoras e colheitadeiras são guiadas por um enlace de radiocomunicação. Esse enlace de radiocomunicação, dependendo do fabricante do produto pode ser na faixa de 450 mhz ou na faixa de 900 mhz. Para quem compra o sistema muitas vezes essas questões técnicas passam despercebidas, e podem fazer toda a diferença na performance do equipamento e retorno do investimento.

Importante destacar nesse contexto a diferença entre homologação e licenciamento no ambito da Anatel. Homologação é autorização para comercialização do produto, responsabilidade do fabricante ou distribuidor. Licenciamento é autorização para uso, responsabilidade do cliente final. Tais termos jurídicos podem causar confusão nos gestores, induzindo a formação de juízo impreciso sobre as obrigações que se está contraindo e contratando.

Outro fator que deve ser levado em conta é que para o serviço de RTK funcionar com qualidade e eficiência é necessário o estudo do plano de frequencias, que mitigará riscos de interferencias e mau funcionamento. Em verdade, quando se adquire qualquer sistema de telecomunicações, muito mais que o produto está se comprando disponibilidade de serviço, e para tanto, um projeto é essencial, para integrar as várias camadas do sistema.

A faixa de 450 mhz é licenciada em caráter primário, ou seja, quem tem a outorga pode usar com proteção da Anatel em relação a interferencias prejudiciais de outros sistemas operando em caráter secundário.

Os equipamentos que utilizam a faixa de 900 mhz, além de restrições técnicas no que tange a cobertura, não possuem garantia de operação em caráter primário, pois não podem ser licenciados. Por incrível que pareça muitos consideram tal fato uma vantagem quando na verdade é um fator extremamente crítico do sistema, haja vista não haver amparo legal em caso de interferências prejudiciais(essa regra vale para todos os serviços), e, mormente porque, a legislação proíbe a integração de antenas de ganho e amplificadores de potência.

Em sendo os equipamentos RTK na faixa de 900 mhz, suportados pela resolução 506 da Anatel, (que dispensa de licenciamento uma enorme gama de equipamentos, todos projetados para operar em ambiente indoor, tais como controle remoto de portão, controle remoto de brinquedos, equipamentos biomédicos, dentre outros) eles não podem ser licenciados. Tais detalhes da norma, desconhecidos de muitos, tem sido a razão de inúmeros insucessos e baixa performance de muitos sistemas.

Em suma, o sistema RTK operando operando em 900 mhz pode ser utilizado em aderencia a norma da Anatel com a antena interna original do equipamento. Somente dessa forma, sem acoplamento de acessórios (antenas, amplificadores, entre outros) o sistema estará operando com regularidade.

Dary Bonomi Avanzi, é Diretor Presidente do Instituto Avanzi de Telecomunicações, entidade sem fins lucrativos dedicada a proteção do consumidor de produtos e serviços de telecomunicações.

A radiotelegrafia foi útil até o fim oficial

No final de 1999, os especialistas não tinham dúvidas. Diagnosticavam a aposentadoria do Código Morse em todos os navios do mundo. O setor naval era então o último segmento que ainda fazia uso desse meio de comunicação. Porém, súbito, surgiu a preocupação com o bug do milênio. As empresas ficaram com receio de que pudesse acontecer um colapso total nos computadores e afins no instante da virada do século. Convocaram seus técnicos e começaram a pensar em alternativas. Afinal, poderia ocorrer uma pane total, que emudeceria o país.

No Brasil, uma multinacional recebeu a seguinte orientação da matriz inglesa: “Analisando todos os meios de comunicação, entendemos que a ameaça do bug do milênio pode aniquilar as conexões e transmissões via internet, telefones, fax etc. A única opção que temos é a radiotelegrafia, capaz de manter o contato entre nossas fábricas, munida de baterias, pois não podemos depender também de energia elétrica”.

Nesse contexto emergencial, fui procurado por um emissário da multinacional e contratado para dotar suas fábricas de um sistema de radiotelegrafia tecnicamente capacitado e equipado para dar cobertura às instalações da empresa nas regiões Nordeste, Centro Oeste e Sudoeste. Não foi difícil. Encontrei, dentro do radioamadorismo, vários ex-radiotelegrafistas dispostos a integrar um batalhão eletrônico e enfrentar o tal bug do milênio. Com eles, formamos uma rede de emergência. O QG foi instalado em minha residência, em São Paulo, onde ficamos em contato permanente de 31 de dezembro de 1999 até às 4 horas de 1 de janeiro de 2000. Felizmente, não houve qualquer problema relativo ao bug do milênio e desfizemos o batalhão eletrônico. Detalhe curioso: no dia em que se extinguia do ar (sua paralisação oficial ocorreu no dia 1 de janeiro de 2000), a radiotelegrafia estava ativa, servindo como salvadora da pátria a uma grande multinacional.

 

Por Dary Bonomi Avanzi